Autocarro 

Balão pneumático em carbono para autocarros recebe prémio de inovação

Os engenheiros da MAN e da Munich Composites ganharam o Prémio JEC 2015 pela criação de balões pneumáticos de fibra de carbono

A Divisão de Pré-desenvolvimento da MAN uniu forças com os especialista em fibra de carbono Munich Composites para desenvolver um balão pneumático feito de materiais compósitos de fibra de carbono reforçada (CFC) para autocarros. O projecto recebeu o Prémio Europeu de Inovação JEC, na categoria “Transporte”.

A JEC é a maior associação industrial de materiais compósitos. O prémio é utilizado para distinguir desenvolvimentos extraordinários feitos de materiais compósitos de fibra reforçada, e foi entregue aos criadores da MAN Norbert Elbs e Susanne Rübsamen, e a Martin Stoppel, Director Comercial da Munich Composites, a 10 de Março, na maior feira industrial de fibra de carbono, em Paris.

O objectivo do projecto conjunto foi alcançar reduções de peso significativas no tirante do eixo traseiro, com um comprimento de aproximadamente 1.60 metros. O padrão de construção de veículos actual é a utilização de tirantes em aço. Estes são acoplados aos balões da suspensão pneumática, que suportam o peso do autocarro. Cada eixo traseiro tem dois balões pneumáticos, cada um com um peso de 83 kg. A estrutura de suporte aos balões pneumáticos tem um peso de cerca de 53 kg. O protótipo para esta estrutura de suporte em CFC oco é aproximadamente 70% mais leve, o que irá consequentemente aumentar a carga útil do autocarro em um passageiro. Estando o protótipo já desenvolvido, os componentes têm agora de provar a sua capacidade na estrada, em rigorosos testes práticos. Além disso, a eficiência económica também terá de ser avaliada.

Simultaneamente, o objectivo do projecto foi desenvolver uma tecnologia para fabricar estes componentes em grande escala. Na Munich Composites, o processo de produção é altamente automatizado: as fibras de carbono são entrançadas à volta do centro, com a ajuda de um tear radial. Diversos robôs trabalham em conjunto, para puxar o componente central através do tear radial nos ângulos exactos. O processo de injecção da resina epóxi também está totalmente automatizado. Deste modo, é possível garantir que cada componente terá a mesma elevada qualidade.